PALAVRA DO PRESIDENTE: Efeito Bumerang

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Esse editorial está sendo escrito no dia 16 de outubro. Pode ser que quando você estiver lendo-o alguma coisa tenha mudado, mas, para o momento o que temos é isso, tempos estranhos.

Sou sindicalista há décadas, me acostumei com manobras de governos, de sindicatos patronais e de colegas que cederam a propostas que posso chamar de ofensivas, algumas vezes essas manobras vieram sorrateiras, combinadas, outras vezes foram atos isolados.

Sempre as enfrentei, sempre combati o bom combate. Em Guarulhos, os diretores do nosso sindicato têm um histórico de não se conformarem com a primeira proposta que nos jogam na mesa quando o assunto é reajuste salarial.

E, neste ano, vivemos esse tipo de impasse. Os patrões dizem que a pífia proposta é reflexo da reposição da inflação que, oficialmente, foi muito baixa.

Contudo, ignoram que em uma situação de crise grave como a atual é que os trabalhadores precisam de aumentos reais de salário, porque a roda da economia tem que voltar a girar. O mesmo trabalhador que ganha o salário é consumidor. Sem dinheiro no bolso ele nada compra e a roda da fortuna vira roda da miséria, a roda do desenvolvimento vira roda do retrocesso. Ou seja, é a chamada proposta bugmerang, porque a dificuldade financeira que o descaso deles gera, volta para eles mesmos.

E não é só, o governo alega que não há inflação, mas vá perguntar lá no vendedor de gás quanto esse produto essencial aumentou no último ano. Vá perguntar para quem tem carro se ele não sente no bolso a cada vez que vai ao posto de gasolina. Vá lá em janeiro comprar o material escolar do seu filho e pergunte se está o mesmo preço do ano anterior. Vá ao supermercado e compare os preços com os de um ano atrás.

Aumentou tudo, as coisas só não estão aumentando mais porque não tem quem compre e não tem quem compre porque ninguém tem dinheiro. Para acabar com isso, só injetando mais dinheiro na economia e o reajuste salarial é um dos caminhos mais lógicos.

Ademais, deixar o empregado a pão e água não é produtivo para ninguém, gera descontentamento que se reflete na produtividade. Nós não aceitamos que os trabalhadores sejam tratados como produtos descartáveis, novidade que a reforma trabalhista de Temer está trazendo. Aliás, essa dificuldade na negociação do reajuste salarial é reflexo direto das ações desse ilegítimo, que foi colocado no Planalto para ser o pau mandado dos empresários.

De outro lado, estamos brigando por melhores condições de trabalho e garantia de manutenção dos direitos adquiridos em convenções anteriores.

Se mais não podemos falar aqui, é porque estamos traçando estratégias de negociação, mas tenham certeza os comerciários que lutamos com todas as nossas forças para bem representar a categoria e buscar as melhores condições possíveis para todos. 
Walter dos Santos
Presidente do Sincomerciários de Guarulhos

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